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    Marcas vivem (e sofrem) com personalidade

    O assunto dos arquétipos é muito rico. Seja nas histórias, séries ou até mesmo no tema das marcas. O arquétipo é um personagem atemporal que permeia culturas, gerações e contextos. Ele sintetiza um corpo muito interessante para as marcas terem personalidade. Nike e o herói, Nespresso e o amante, Mercedes e o soberano. Quando a marca não tem bem claro seu arquétipo ela pode se perder pelo caminho. Ficar mudando de posicionamento. Não saber quem são as pessoas que deveriam trabalhar com ela (e as que não deveriam). Se confunde sobre os produtos que teria que lançar (e os que precisa esquecer). Enfim, quando não tem claro esse orientador de identidade, as coisas ficam mais confusas.

     

    A história pode inverter posições 

     

    Um dos cases mais interessantes de uso de arquétipo foi o da Apple. Quando assumiu o desafio de enfrentar a líder IBM, incorporou 2 arquétipos: o criador e o rebelde. O icônico comercial 1984 simboliza bem essa fase aonde o soberano opressor (a gigante rival) precisa ser impedido para que as pessoas possam ser livres e exercer sua criatividade. A história evoluiu e a Apple de hoje tem muitas pitadas de IBM. Se tornou um gigante com valor de mercado recorde, tendo ultrapassado os 2 trilhões. Está sob investigação de comitês públicos a respeito de suas práticas monopolistas e as altas comissões cobradas de empresas para comercializar seus apps. Entre um destes instatisfeitos, a Fortnite, jogo da Epic Games de amplo sucesso global. Para mostrar sua situação, a marca aproveitou para relembrar que a Apple agora ocupa aquele lugar que no passado era o seu alvo (e tem atitudes que antes questionava).

     

     

    Para saber mais sobre os movimentos da Apple e sua mudança de enfoque de negócios, segue o link na sequência: 

    https://www.wafrica.com.br/insight/menos-inovacao-mais-servico-e-alguma-polemica-a-nova-era-da-apple-pos-iphone