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Estratégia é sacrifício

Vencer a preferência das pessoas. Essa é a missão das marcas. Em sua estratégia, empresas entendem que essa vitória passa por carregar sua proposta com mais atributos e características. Quanto mais, melhor. Essa é a lógica para agradar a diversidade de preferências. Além de não ficar devendo nada para nenhum concorrente. Este pensamento dominante pode parecer lógico. No entanto, essa lógica só vai te levar a fazer demais. Correr para o mesmo lado que todos correm. No final, ficar tão carregado que seu preço será proibitivo ou, para manter-se competitivo, fará um monte de coisas, mas de um jeito mais ou menos.

 

Estratégia é sobre tirar coisas

 

 

Sim, ao invés de somar coisas, você deve suprimir. Até chegar na ideia poderosa por trás de sua marca. Em uma sucinta e clara análise sobre o tema, Dave Trott trouxe um exemplo marcante da indústria da aviação durante a Segunda Guerra Mundial.  O pensamento era que quanto mais defensivo o armamento que colocassem no bombardeiro, melhor a chance dele sobreviver a um ataque. Assim ingleses e americanos desenvolveram os grandalhões e pesados Lancaster e B-17, respectivamente. A curva de valor enfatizava os fatores críticos de defesa e robustez, considerados imprescindíveis para um bombardeiro de sucesso escapar dos caças inimigos. Geoffrey de Havilland teve uma ideia diferente. Você precisava de muitas armas para quando o inimigo te atacasse, mas e se o inimigo não pudesse te pegar? E se o bombardeiro fosse muito rápido para os caças alemães? Assim, ele tirou 2 motores dos 4 padrões até então, armas, tripulação excedente e utilizou madeira na construção do seu bombardeiro. Ao final, ele era tão rápido que os aviões inimigos não o alcançavam. Para saber mais dessa história a respeito do poder da estratégia veja:

http://davetrott.co.uk/2017/03/strategy-is-sacrifice/

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