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O Branding sussurra no seu ouvido

Recente pesquisa divulgada mostrou que os atendentes de varejo no Brasil estão no horroroso penúltimo lugar em termos de simpatia. Assim, é bastante grande a chance de você entrar em uma loja, restaurante ou hotel e se deparar com uma cara amarrada, uma expressão de poucos amigos e respostas lacônicas. Quando isso acontecer, provavelmente ouvirá uma voz sussurrar no seu ouvido: “não volte”.

Marcas investem belos orçamentos em suas estratégias de comunicação. Aliás, o velho modelo ainda continua bem presente. Contrata-se uma agência de publicidade, reserva-se uma parcela do faturamento e a partir daí é aquilo que já se conhece. Mídia tradicional, uma outra parte no online, algumas ações eventuais e a esperança de que tudo vai dar certo. Aqui, em certos momentos a marca grita com o mercado, em outros, tenta manter algum nível de conversa com as pessoas.

 

Como sua marca constrói posição?

 

Você já parou para pensar por quanto tempo o seu comercial de 30 segundos representa a sua marca? Os 30 segundos vezes o número de inserções. E quanto tempo aquele card bem pensado pela equipe digital fala por sua marca? Os breves segundos que sobrevive na timeline do prospect. E os seus vendedores? Quanto tempo eles levam e expõem sua marca? E a fachada e o ambiente de sua loja? Saindo do varejo, que tal pensar nos seus representantes comerciais, na equipe comercial, no pós vendas? Qual o tempo de exposição que cada um garante a sua marca? Alguns murmúrios podem revelar as respostas.

Sim, sua equipe tem muito mais tempo no qual expressa sua marca do que a mídia tradicional ou online pode garantir. São 8 horas diárias, talvez mais. Sua loja, o espaço físico da marca, joga 24 horas por dia por ela. Nessa constatação, vale pensar se a mesma análise, dedicação, cobrança e criatividade dispensados à comunicação pelos meios usuais são colocadas na contratação, treinamento e formação de cultura da equipe, ou se o ambiente da marca, inclusive em instalações fabris, é de fato compatível com a identidade e posicionamento que ela quer expressar. Resmungos de dúvida surgem ao longe.

 

Hora de repensar o papel do branding

 

Branding não tem nada a ver com fazer publicidade legal, seja bacana ou divertida. Branding está ligado a fazer coisas legais. Pelas pessoas. Sejam clientes, funcionários ou a comunidade ao redor da marca. A partir desse conjunto coordenado de ações, realizado sobretudo pela equipe e as experiências que geram, sua marca começa a solidificar uma percepção positiva e desejada. O branding não gritará em horário nobre nem conversará em rede social, mas sussurrará nos ouvidos das pessoas.

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