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Propósitos vagos, marcas vazias

O recente boom na criação de propósito de marca ativou muitas reuniões e exercícios dentro das empresas. No entanto, geralmente nascem com um vício de origem. Propósitos não são criados. São descobertos. Revelados à luz, pois já devem estar guiando as decisões, muitas vezes, acompanhando a história da empresa desde sua fundação e crescimento. Propósitos também não são invenção de agências de publicidade nem de empresas de branding. Se o que eles dizem não reflete o pensamento e a prática da equipe, o que foi inventado vai ser apenas uma frase bonita. Mas vazia.

 

Propósitos não precisam salvar o planeta

 

Dentro dessa angústia corporativa e publicitária por propósitos, um segundo equívoco é cometido. A razão da existência de sua marca não precisa ser uma frase grandiosa que mostra o seu papel em salvar o mundo. Seja o ambiente, os recursos, a vida humana ou o gelo do Ártico. Nem todas as marcas têm (e conseguem) executar com essa amplitude de forma verdadeira. Pelo contrário, a minoria delas poderia de fato ter um propósito tão pretensioso. Infelizmente, ao ver as declarações de propósito de marca, a grande maioria deles diz algo que soa inalcançável, vago ou etéreo. Palavras, bonitas é verdade, mas que serviriam para qualquer marca que incorpora um super herói planetário. Romântico, mas mentiroso. Uma oportunidade perdida. Já que o propósito quando ligado realmente a um motivo real e factível, pode ser uma mola importante para o posicionamento.

 

 

Em entrevista realizada com o ex CMO da The North Face, Tom Herbst relembrou: “O propósito reside na intersecção entre o que você faz de melhor como empresa e o que precisa para atender o mundo. Nem todo propósito de marca precisa salvar o mundo. O ponto é ser útil.” 

Para mais dicas sobre esse tema e como a liderança pode guiar a marca segue o link:

https://www.fastcompany.com/90499976/how-leaders-can-shepherd-their-people-and-brands-though-the-covid-19-crisis

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