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O amor é belo, mas raramente vem acompanhado de uma marca

Cada safra de livros, palestras e cursos vem geralmente acompanhados de um novo grande tema que vai mudar o mundo. Esse fator parece ser muito potencializado quando tratamos de campos do conhecimento nos quais a criatividade está fortemente envolvida. Afinal, qual a graça de falar das mesmas coisas (mesmo que elas funcionem)? Sim, então surge a nova forma de lidar com marcas, a “estratégia” mais quente da hora. Tudo muito bem embalado por palavras bonitas, pesquisas qualitativas e algumas vezes até gráficos e diagramas sedutores e coloridos.

 

Por favor, ame a minha marca!

 

Não foi diferente com uma onda dentro da gestão de marcas que pregava (no sentido mais religioso da palavra) o amor. Este deveria ser o objetivo final de todo gestor. Fazer com que seus consumidores amassem sua marca. O branding tinha então uma nova grande meta. O livro Lovemarks de Kevin Roberts foi um marco neste sentido. A teoria, segundo o próprio autor, surgiu depois de uma noite de vinhos, registrada em um guardanapo de restaurante. Os fatos parecem jogar insistentemente contra os teóricos do amor. Amar é raro. Poucas pessoas de fato amam uma marca, inclusive aquelas que a usam de forma constante. Amar é complicado. Mesmo amando uma marca, os efeitos mercadológicos não são tão diretos e grandes. Amar (em escala) é muito caro. Conquistar essa posição junto a uma parcela justificável do seu público custará muito dinheiro e muito tempo (e mesmo assim a participação de leais a sua marca poderá ser reduzida).

Leia mais sobre esse tema e as pesquisas relacionadas ao assunto no seguinte link: 

https://bruceclarkprof.medium.com/brand-love-is-oversold-ae1cc18feb2f

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