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Mais que amor, dinheiro e fama, dai-me a verdade

Muito já falamos sobre a importância de marcas fortes. E dos caminhos que levam a sua construção. Os exemplos estão por todos os lados. Bem espalhados nesse site inclusive. Escrevemos muito sobre isso. Construímos cases de novas marcas. Reposicionamos marcas com muita história também. Há belos exemplos de branding bem feito pelo mundo. Independente dos cenários, crise ou prosperidade, empresas e negócios se fortalecem através de suas marcas. São elas que geram atenção, mostram diferenciais, levantam bandeiras, facilitam nossa tomada de decisão. No entanto, há algo tão importante quanto criar e desenvolver uma marca. Cuidar dela.

Marcas existem para potencializar negócios. Em última instância precisam gerar vendas, receitas, lucros. A visão de curto prazo é crítica sim. Ter um cuidado no investimento nas diversas frentes, medir seu resultado e retorno. No entanto, essa é apenas uma parte dos objetivos envolvidos na gestão de marca. Nem tudo se resume a esta importante visão de curto prazo. Um bom gestor precisa combinar e equilibrar com as habilidades de planejar o longo prazo. O próximo ano está chegando, mas a marca, ao contrário daquele equipamento que está no final da sua vida útil, não irá ser substituída com a virada do calendário. Por isso, simultaneamente aos vínculos comerciais, a gestão de marca passa também por construir valor no longo prazo, criando vínculos com as pessoas (de dentro e de fora da organização), gerando sustentabilidade para o negócio.

 

Simplificação é chave para um bom branding

 

Organização é fundamental para entender como executar sem sofrer das dúvidas diárias. Quais são os objetivos centrais da marca? Não são 15 nem 3 folhas A4 completas. São poucos, restritos, sintéticos. Sem objetivos claros não há como saber quais decisões tomar. Qual sua estratégia para chegar neles? Estratégia é caminho. No singular. Se você escolher diversos ao mesmo tempo, pode ter certeza que faltará cabeça e perna. Invariavelmente vai voltar sempre ao ponto de partida de novo. A partir dessas 2 definições (objetivo + estratégia) muito do trabalho fica mais fácil de ser executado.

 

Branding é uma corrida de muitos metros (e quilômetros sem fim)

 

Gerenciar uma marca é correr sprints de 100 metros sabendo que você não deve parar na linha de chegada. Porque a corrida seguirá, por muitos quilômetros. E se tudo der certo, você não irar parar para subir no pódio, pois a corrida seguirá sempre. Os lucros anuais poderão ser reconhecimentos temporários, assim como aquele aumento de participação de mercado. Certa vez, Bobby Kennedy disse em um de seus discursos:

“Hoje, nosso produto nacional bruto é superior a 800 bilhões de dólares por ano (…). Mas nosso produto nacional bruto não leva em conta a saúde de nossas crianças, a qualidade de sua educação ou a alegria de suas brincadeiras. Não inclui a beleza de nossa poesia nem a solidez de nossos casamentos, a inteligência de nosso debate público ou a integridade de nossos funcionários públicos. Não mede nossa sagacidade nem nossa coragem, nem nossa sabedoria, nem nossa aprendizagem, nem nossa compaixão ou devoção ao país. Em suma, mede tudo, exceto o que faz com que a vida valha a pena. E pode nos dizer tudo sobre os Estados Unidos, exceto o motivo pelo qual temos orgulho de ser americanos.”

Os números servirão para dizer muito, mas não tudo. Lembre-se disso agora quando olha para uma nova janela de 12 meses. Ela é apenas mais uma. Assim como houve diversas no passado e haverá muitas outras no futuro. Coloque objetivos para a marca, reforce a estratégia, coloque tudo em ação, de forma equilibrada entre o curto e o longo prazo. Gere vendas, mas crie também desejo. Desperte a atenção, mas igualmente o prestígio. Fale do seu produto, entretanto não se esqueça das razões pelas quais você existe para quem o compra. Dê dinheiro, amor e fama. Sempre com verdade.

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